Os dias estavam grandes. As nossas faces tinham cor e as nossas roupas escondiam belos bronzeados conseguidos por muias tardes gastas a conversar e a fazer amor ao sol.
Houve um dia em que me fizeste uma pequena declaração com uma conchinha na tua mão esquerda. Disseste que eu era uma conchinha do mundo. Uma conchinha pequena que quando estava deprimida se escondia numa casinha de pedra, para que nada de mal pudesse pôr a sua alma vulnerável ao quer que fosse.
Posso dizer-te que adorei aquele verão, e que cada vez que o recordo é como se o tivesse mesmo a viver... Que nostalgia maravilhosa! Lembro-me das vezes que me pegavas ao colo, me rodopiavas no ar e quando ficavas tonto caiamos os dois. Os corpos batiam violentamente na areia fina. Riamos como duas crianças felizes... O mundo girava muito rápido diante dos nossos olhos. E nós ali: a olhar o céu e a rir. Depois, sorrateiramente entrelaçava o meu corpo ao teu. Estavamos quentes porque a temperatura era alta. Beijávamo-nos e acabavamos numa bela noite de amor. Por vezes, depois do sexo abraçavas o meu corpo com força. Não me dizias nada, mas era aí que sentia verdadeiramente o que era o Amor.
Numa das primeiras noites que tivemos disseste-me que se olhasse o céu e contasse as estrelas que conseguia ver, esse numero de estrelas corresponderia à inicial da pessoa que eu iria amar para sempre. Disseste-me isso a rir por isso não liguei. Mas como insististe tanto, contei. Correspondia à tua inicial!
Disseste-me que não, mas ainda hoje acredito que as tinhas contado antes de me dizeres aquilo. Talvez as tenhas contado todas as noites à espera do dia em que as estrelas correspondessem à tua letra. Dizias-me que o amor não se planeia, acontece.. E eu secreta e ingenuamente acredito em ti. Aceito isso porque me faz bem manter esse amor vivo dentro de mim.
A nossa pele estava visivelmente corada. Via-se que transpiravamos Vida e Amor. Estaamos em plena sintonia com os outros e com a natureza.
O amor fez-nos Tão bem!
Agora... Esse verão acabou. Já não podes voltar, nem sequer ver mais pores-do-sol nem nasceres-do-sol comigo. Passeio na praia e não te esqueço... Ensinaste-me que sou uma conchinha muito pequena e muito forte, e eu acredito em Ti, meu amor!
DanielaB
7.6.2007
22:20
Dedico a todas as pessoas que morrem e que nos deixam os valores mais importantes da vida.
A todos os que nos ensinam sempre a sorrir.
A toods os que deixam essas heranças tão valiosas bem guardadas no nosso coração. Obrigada
muitas felicidades hehehe
beijão